Camarinha
A obra Camarinha é um políptico que usa do seu suporte como significado e significante, composto de quatro fronhas de travesseiro que reconheço como um ritual um registro do cotidiano.
No primeiro desenho uma cama que faz uma sombra em formato de casa, ela pode contar os dias e o tempo como um relógio arcaico baseado na sombra, no segundo desenho só vemos a casa invertida solta pelo espaço ela não mede o tempo nem situa-se em um lugar. No terceiro desenho travesseiros empilhados, dispostos como um paisagem sinuosa ou um amontoado de corpos enroupados por fronhas. Por ultimo um poema escrito pela artista sobre a cama e que se liga aos desenhos.