Sentimentos são invisíveis, uma nostalgiazinha
Assim como os sentimentos que, para existirem plenamente, precisam ser reconhecidos dentro de nós, escolhi a linha como meio para desenhar o espaço. Entre as tramas do tecido, costurei as paredes da casa – lugar íntimo e simbólico, onde memórias e afetos se depositam.
Entrar nesse espaço é um convite a acolher e a observar. Só assim é possível se reconhecer, transformar a ausência em presença e a memória em nostalgia. A delicadeza das linhas, ora firmes, ora frágeis, traduz esse gesto de aproximação com aquilo que nos habita, tornando visível o que muitas vezes permanece invisível.